quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Língua Estrangeira e Portuguesa

A última reportagem da série de dicas sobre a prova da UFPR, hoje as matérias são Línguas Estrangeiras e Língua Portuguesa.







As provas de Língua Estrangeira dão bastante ênfase na compreensão e à interpretação de textos. Tendo isso em vista, é muito importante que o candidato se concentre na hora da leitura. “Um texto bem lido é aquele que, no final, o candidato tem a sensação de ter entendido claramente. Às vezes, a pressa e o nervosismo dificultam a compreensão. Nesse caso, é recomendável fazer uma segunda leitura e não se aventurar em responder um texto que não foi totalmente entendido”, conta a professor de Espanhol do curso Expoente, Omar Enriquez Prado.




Especificamente sobre a prova de Espanhol, Prado diz que a gramática não deve ser muito cobrada. “Os conhecimentos de gramática, especificamente como foco de uma questão, dificilmente são exigidos”, afirma.




Para quem vai fazer a prova de Inglês, o professor Francisco José de Souza, também do Expoente, alerta que a gramática deve ser alvo de algumas questões. “Considerando os vestibulares anteriores, essas questões de interpretação de texto podem apresentar assuntos gramaticais como, por exemplo: Voz Passiva, Comparativos e Superlativos, Pronomes e Adjetivos Possessivos, entre outros”, explica.




Quando à resolução das questões, Souza salienta que o vestibulando deve prestar muita atenção nos detalhes. “Primeiramente, observe o texto e seus destaques como título, subtítulo, números, gravuras (se houver), datas, fonte, etc.”, aconselha. “E, principalmente, não deixe a prova de Inglês para os últimos minutos, pois a leitura em outra língua é sempre mais lenta”, completa.




Língua Portuguesa e Compreensão de Texto




Para resolver as questões de Compreensão de Texto a dica da professora Gláucia Lopes, do curso Dom Bosco, é ter paciência. “A prova é cansativa e parece confusa, num primeiro olhar. No entanto, a ‘grande jogada’ é, após escolher uma das alternativas, justificar as que sobraram. Isso nos dá segurança para marcar o gabarito”, diz a professora.




Já para as questões de gramática, a dica é mais focada. “Vale a pena partir de uma análise do verbo, questionando sempre a presença ou a falta de uma preposição, a concordância verbo-nominal, a pontuação e as relações semânticas”, completa.




O objetivo geral da prova é avaliar a capacidade do candidato compreender textos de diferentes gêneros e o domínio, por parte do candidato, do universo da leitura e da língua, afirma a professora. Quanto à estrutura do teste, Gláucia esclarece. “A estrutura da prova de interpretação será mantida, serão nove questões; daí, se espera de três a quatro textos e, se as questões de gramática vierem ligadas aos textos, não será novidade”, completa.




Literatura Brasileira




Para o professor Bras Ogliari, do curso pré-vestibular Positivo, a prova de Literatura Brasileira deve se concentrar nas questões mais técnicas da escritura. “A parte crítica da análise, como a versificação e o tipo de linguagem, deve ter mais ênfase na avaliação da Federal”, diz.




Para resolver a prova, o estudante precisa exercitar a atenção. Os enunciados podem trazer pontos chaves nas entrelinhas. No entanto, o vestibulando não deve se preocupar muito com detalhes, e focar na visão de conjunto, afirma Ogliari. “Falamos de entrelinhas, mas a Federal não faz pegadinha, daquele tipo de coisas só para enganar. Essas armadilhas não existem nesse teste”, esclarece. “O aluno que leu e analisou o livro, que acompanhou direitinho as aulas, vai se dar bem, pois pegou os pontos chaves das obras, que são sempre as mesmos”, conta.




Segundo o professor, devem ser cobradas as idéias básicas de cada obra. “Por exemplo, em ‘Dom Casmurro’ a principal temática é a busca da identidade, não a traição da Capitu. A questão de como o tempo altera a vida das pessoas, e que a vida é composta de altas e baixos são os focos”, explica. Ogliari, que também esclarece que o teste deve cobrar conteúdo de todos os livros. “O que tem acontecido normalmente é que, das seis questões, quatro ou cinco falam de obras individualmente, e uma ou duas misturam temas de todos os livros”, completa.

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