domingo, 15 de novembro de 2009

Assuntos Contemporâneos

Aqui vão alguns assuntos importantes que o vestibulando deve estudar. Essa é uma reportagem do Correio Popular:

Escândalo no Senado, crise aérea, conflitos étnicos, guerras. Manter-se informado em tempos de comunicação instantânea não é uma tarefa fácil. Para os milhares de estudantes que disputam uma vaga nas universidades, a tarefa pode ser ainda mais árdua. Além de terem de se debruçar no estudo das disciplinas obrigatórias e, em alguns casos, estudar para as provas específicas, eles ainda têm que estar ligados no que acontece no Brasil e no mundo para as provas de conhecimentos gerais. “O aluno tem que estar preparado para discutir política internacional, nacional, economia e os conflitos entre países e etnias”, reforça a coordenadora de Graduação da São Leopoldo Mandic, Flávia Flório.

As apostas de professores e educadores são as mais variadas, mas o aquecimento global e a discussão suscitada pelo filme brasileiro Tropa de Elite são unanimidade. “Com certeza, haverá questões sobre esse filme e sobre a violência e corrupção policial”, diz o doutor em ciências políticas e diretor da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Pedro Rocha Lemos.

A crise energética e as alternativas são outras apostas apontadas pelos professores. “A energia nuclear é um assunto muito forte, que também tem implicações no Brasil, com o investimento no etanol”, aponta Lemos.

O diretor acrescenta que outros assuntos importantes devem estar em pauta, como o crescimento da esquerda na América Latina, com Hugo Chávez, a sucessão de Fidel Castro e os conflitos envolvendo os Estados Unidos, o Iraque e o Irã.

O estudante Luis Fernando dos Santos conta que, além de acompanhar o noticiário nos jornais e internet, as aulas de geopolítica são bem elucidativas. “Os professores vivem dando toques sobre os temas que devem estar nos vestibulares e isso me orienta na pesquisa”, completa.

A estudante Juliana Rímoli diz que, além de ler sobre o assunto, até pesquisou relatórios sobre o tema. “Leio jornais aos finais de semana e durante a semana acompanho pela TV. Quando quero uma pesquisa mais detalhada, uso a internet”, completa

Preparação

De acordo com a coordenadora Flávia, a leitura diária de jornais e revistas semanais é imprescindível para uma boa preparação para o vestibular. A estudante Gabriela Viana, de 17 anos, costuma se informar por meio da internet. “Toda vez que entro na internet consulto alguns sites de informação”, afirma a estudante.

Se o aluno não se manteve informado durante o decorrer do ano, os professores adiantam: deixar para se informar na última hora não irá garantir sucesso nas provas. “O aluno tem que cultivar o hábito de ler jornal. Aqui no Integral, a orientação que repassamos é que os alunos leiam jornais e revistas durante o ano inteiro”, reforça o professor Ricardo Falco.

O ideal é fazer como Gabriela, que durante todo o ano buscou se informar. “Eu li durante o ano todo, mas estou me dedicando mais agora na reta final”, diz a estudante.

O diretor da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas destaca que mais importante que se informar, é buscar análises. "O vestibulando deve levar essas questões para a sala de aula e perguntar para o professor. O importante é estar envolvido numa discussão sobre o assunto”, resume.

‘Verdade inconveniente’ de Al Gore é uma das apostas

Ele ganhou o Oscar de melhor documentário com Uma Verdade Inconveniente e ainda faturou o Prêmio Nobel da Paz este ano. Além de reunir o mundo todo em um show de rock global, o Live Earth, o norte-americano Al Gore também deve marcar presença nos vestibulares este ano. “Todo ano, as provas abordam o aquecimento global; este ano ele deve estar presente de novo”, acredita a estudante Denise Rissato. Professores ouvidos pela reportagem apostam no aquecimento global como um tema certo nas provas. O professor Ricardo Falco, do Colégio Integral, comenta que o tema deve ser relacionado ao biodiesel e às novas possibilidades energéticas. Para o

Diretor da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas, Pedro Rocha Lemos, o tema pode ser abordado em várias vertentes. “Essa questão implica em reorganização dos relacionamentos internacionais, mexe com a política econômica, o desenvolvimento e a sustentabilidade ambiental”, opina.

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